*Nome da coluna do Saul Galvão
Ismael Iglesias
O nome deste artigo foi inspirado na coluna homônima do saudoso Saul Galvão, que postava nessa coluna as bebidas especiais que ele havia tomado. Não é plágio, e sim uma homenagem. Jornalista, critico de vinhos, enófilo, autor de diversos livros, enfim uma das pessoas mais adoráveis que conheci, pela sua educação, cultura, conhecimento e respeito. Uma das suas filosofias era: “Se eu não tiver nada de bom para falar sobre determinada bebida, eu não escrevo nada!”. Certa vez um conhecido falou: Saul, você fala desses champagnes caros, mas eu gosto mesmo é daquela docinha de dez reais. Ele simplesmente lhe respondeu: sorte a sua, porque a que eu gosto custa 500… Nada contra o gosto das pessoas, mas não ficar dizendo que é o melhor do mundo, como aqueles que dizem: Eu só bebo Black…. Sérgio de Paula Santos, dizia: Gosto não se discute, paladar se educa, e é verdade. O brasileiro começou a beber vinho com os de garrafinhas azuis e hoje tem muuuuuita gente tomando coisas maravilhosas. O café e a cerveja estão no mesmo caminho.
Nas últimas décadas, tive a oportunidade de viajar e de beber muita coisa boa, mas também com amigos, Sommeliers e Chefs renomados, importadores, ou mesmo sozinho, em casa ou em bares especializados, a exemplo do EAP – Empório Alto dos Pinheiros, que conheci desde a sua abertura até a fama. Este bar que se especializou em cervejas, tornou o reduto dos aficionados por cerveja, chegando a ficar entre os 20 melhores bares de cerveja do mundo!!!!
Também tenho formação como Bartender pela Associação Brasileira de Bartenders e IBA – International Bartender Association. Sempre fiz coquetéis, principalmente os clássicos, e também criando coquetéis, mas o mais importante é estudar, conhecer as bebidas, matérias primas e processos de produção, marcas, e técnicas, e o que entre nós comentamos, “litragem”, ou seja, beber, beber e beber, para conhecer, não se embriagar. Sempre fazemos degustações, de vinhos, cervejas, whisky e whiskey, vodcas, e de coquetéis, trocamos impressões e informações, sempre procurando conhecer produtos e técnicas novas e, conseqüentemente aumentar o nosso conhecimento. Abaixo algumas bebidas que, eu confesso que bebi.
Cevejas:

Westvleteren 12, uma raridade só vendida no mosteiro na Bélgica. Este foi um lote especial que os monges fizeram para reforma no mosteiro, e que o EAP conseguiu um lote

Cuvee Rene, uma Kriek maravilhosa

Outra Kriek, tomada na Cervejatorium, quando ainda era na Rua Luiz Gois

Uma Hop Barley Wine que a Wäls fez com o EAP, com 97 de IBU (International Biter Unit) bebina no próprio EAP

Mort Subite, outra Kriek maravilhosa

Duchess de Borgogne, uma das minhas preferidas, Flanders. Que bebi na Cervejoteca

Uma Duchesse de Borgonha na pressão (chopp) no EAP

Outra Flanders que adoro, a Rodenbach e Rodenbah Reserva.

Uma Lambic Geuze maravilhosa Mariage Parfait safrada

Três Lambics Oude Gueuze para tomar de joelhos, no EAP
Dry Martini

Ele, o drink mais adorado do mundo, Dry Martini. Maravilha para todas as horas

Escolha o Gin do dia, mas sempre Noilly Pratt, vermouth de Marselha, França

Eu gosto de deixar o twist de limão na taça
Negroni

Negroni, escolha o Gin e os Vermouths, mas o Campari Italiano, é fixo. Drink muito equilibrado, o álcool do gin, o amargo do campari e a doçura do vermouth

Simples, doses iguais de bebidas, uma fatia de laranja e duas gotas de angostura de laranja para coroar
Whisky e Whiskey

Kavalan Solist, um single malt taiwanes que o barrique (rótulo azul), ganhou em 2015 como o melhor single malte do ano. Ao lado uma vodka imperial premium Gold Snow. Só maravilhas

Pequena degustação de Single Malts, exceto um blend (Blue Label) após uma bela refeição

Alguns belos Single Malts Highland, maravilhosos

Bons exemplos dos Single Malts peat da Islay e de Jura

Exemplos de Whiskeys. Bourbon, Tenessee Whiskey, Canada, Irlanda e Japão

Alguns exemplos de blends escoceses